As oportunidades do eBusiness

As empresas têm sido desafiadas como nunca a competirem em escala global e o domínio das tecnologias Web não é mais algo do qual possam prescindir. Saindo da automação das tarefas rotineiras das áreas de retaguarda para a vanguarda dos negócios, a Web oferece muito mais oportunidades do que a maioria das empresas tem conseguido compreender e assimilar.

Neste cenário atual de aceleração da história, os negócios são desafiados primariamente pela famosa previsão de Gordon Moore conhecida como a “Lei de Moore”: a capacidade do hardware continua a dobrar a cada dois anos, sem aumento dos custos, e com ela também o espaço de inovação do software. Enquanto esta lei durar – e irá por, pelo menos, mais 20 anos - as oportunidades criativas na área de software continuarão excepcionalmente anabolizadas, um poderoso arsenal competitivo para empresas ágeis e em aprendizado constante que saibam utilizá-lo.

E percebamos bem: software se constrói com outros softwares. Como um produto invisível e abstrato, um programa de computador reúsa e é construído a partir de outras categorias de programas, tais como ferramentas de construção, frameworks e bibliotecas para reúso. E com o próprio ferramental à disposição dos desenvolvedores se expandindo juntamente com os limites criativos de suas aplicações de negócios, deveríamos estar em um ciclo virtuoso, não é mesmo?

Por que, então, continuam falhando tantos projetos de TI? Por que não estamos todos comemorando resultados surpreendentes, potencializados pelo avançado estágio do software?

Fugindo da extensão que uma resposta completa exigiria, vamos nos ater um dos fatores de consenso, resumido por Scott Rosenberg, o fundador do famoso Web-Site www.salon.com: software é difícil porque não se consegue atualizar os profissionais de desenvolvimento na mesma velocidade em que as possibilidades se atualizam.

“(...) É por isso que não existe Lei de Moore para software. Chips podem dobrar de capacidade a cada ano ou dois; nossos cérebros não.” Scott Resenberg, em Dreaming in Code [Rosenberg, Scott 2007]

Por motivos como este, empresas cujo foco não seja desenvolvimento de software têm partido para a terceirização quase total desta expertise tecnológica. O problema é que este modelo de distanciamento da tecnologia logo expõe as suas falhas. O ritmo de evolução dos terceiros também é limitado; de qualquer modo será preciso um bom nível de domínio técnico para se gerenciar terceirizações no nível adequado de detalhe; e por aí vai... Em suma, logo se descobre que este modelo não elimina o risco - será preciso gerenciá-lo, enfrentando o problema cultural.

Muitos compradores de Fábricas de Software estão hoje recebendo verdadeiras aplicações “bomba-relógio” de seus fornecedores, construídas rapidamente para um projeto só, mas difíceis ou impossíveis de serem mantidas que não por seu criador. Com tal nível de variabilidade implementada por cada desenvolvedor terceirizado, mais apropriado seria chamarmos estes modelos de “Artesanatos de Software”. Arquiteturas pobres, falta de criatividade e de inovação sinérgica entre tecnologia e negócios são outros fatores sempre presentes quando a distância cultural entre as pessoas de negócio e as de tecnologia é muito grande. No fim, não há como nos furtarmos à pergunta da Era do Conhecimento: “Como domar novas tecnologias e convertê-las em inovação para os negócios?”

A saída para a questão está clara. É preciso que as empresas promovam informações de uma forma prática e atual, contribuindo com padrões e soluções de software que ajudem arquitetos e desenvolvedores a resolver problemas corporativos na velocidade dos tempos atuais.
 

* Trecho retirado e adaptado do livro Tirando o Máximo do Java EE 6 Open Source, de Paulo Alvim.

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